terça-feira, 7 de setembro de 2010

A bandeira Suazi


A actual bandeira Suazi, que é usada desde 1967, compreende um escudo preto e branco num colorido fundo de azul, amarelo e vermelho. O escudo diz respeito à harmonia racial e também é parte do armamento utilizado pelo “Sotja” (soldado), regimento que serviu na Segunda Guerra Mundial. O azul representa o céu; o amarelo é para o ouro, ou riqueza mineral do país; e o vermelho é o rico e fértil solo da Suazilândia.





O Brasão Real / Governamental

O Leão (Ingwenyama) representa o Rei e o Elefante (Indlovukazi ou grande elefante-fêmea) simboliza a Rainha-Mãe. Ambos seguram um escudo Swazi. Acima do escudo está a coroa de penas do Rei, que é usada durante a Cerimónia Incwala. Na base está o lema nacional “Siyincaba” – Nós somos a fortaleza.

Vida familiar Swazi

A estrutura social da Suazilandia é baseada num sistema de clans e através do casamento, eles são interligados. Há um sistema de classesvque regula os casamentos e entre a aristocracia a primeira esposa nunca é a principal e a segunda esposa com estatuto mais alto terá precedência. Um casamento preferêncial organizado pelos pais confere o estatuto mais alto na união, criando um laço permanente entre as duas familias.

A familia do noivo paga a “lobola” (um dote) na forma de gado de acordo com o estatuto da familia da noiva. A cerimónia tradicional de casamento pode levar todo o fim de semana antes da noiva ser ungida e indicar que a união teve lugar.

Os direitos de paternidade são adquiridos através da lobola e se não for dado nenhum gado, qualquer criança nascida da união será criada no seio da família materna.

As crianças são ensinadas a partilhar as coisa boas e os problemas da vida com os outros membros da familia. Disciplina e a partilha da responsabilidade familiar são incutidas desde tenra idade e a autoridade do pai é respeitada e obedecida. Os rapazes são ensinados pelos membros masculinos da familia a assumir papéis masculinos e competências e em semelhança, as raparigas aprendem com as suas mães e familiares femininos.

Os rapazes entram em regimentos no quais eles treinam com os seus pares, desenvolvendo com o mesmo grupo ao longo da vida, e é esperado que os membros dos regimentos se apoiem uns aos outros. Só quando um jovem adulto alcança a maturidade do estatuto de guerreiro é que pode considerar cortejar, já que as suas responsabilidades iniciais envolviam a participação em projectos nacionais e rituais.

Os avós ensinam os jovens a respeitar os seus pais e a velhice é tratada com reverência pela cultura.

Medicina tradicional e adivinhação

Curandeiros tradicionais são vistos como médicos, profetas, sacerdotes, adivinhos e homeópatas, e cerca de 80% da população consulta estes praticantes,que são na maioria homens. Os “inyanga” como são conhecidos herdam as suas capacidades dos seus pais e avós e tÊm um papel sénior na sociedade. A capacidade de adivinhação envolve atirar ossos e interpretar os padrões que estes formam quando caem.

O “sangoma” é um adivinho tradicional que teve uma chamada para a profissão. Geralmente mulheres, elas são consultadas para aliviar problemas fisicos e mentais, para presenciar diversas cerimónias e actuar como conselheiras. Quando adivinha, a “sangoma” tradicionalmente depende da possessão de espiritos.

Sibhaca Dance

Esta dança vigorosa é levada a cabo por grupos de homens e a actividade é também muito popular entre os jovens rapazes nas suas escolas, que formam as seus próprios grupos e actuam em ocasiões especiais. Muitos hotéis e estâncias têm os seus próprios grupos Sibhaca para apresentar aos turistas.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O Umhlanga ou Reed Dance (a dança das canas)



Este tem lugar no final de Agosto ou inicio de Setembro e é uma cerimónia que atrai jovens donzelas de todo o Reino, oferecendo a oportunidade de honrar a Rainha Mãe. A maioria das participantes são adolescentes, no entanto algumas das raparigas são ainda mais jovens.

Mais de 20,000 donzelas recolhem canas de áreas seccionadas e o dia do Umhlanga começa com banharem-se e pentearem-se para aparecerem diante do Rei e da Rainha Mãe. As raparigas usam saias curtas de contas, com pulseiras nos tornozelos e braços, colares e faixas coloridas.

A Cerimónia Incwala

O Incwala, ou cerimónia das primeiras frutas, na qual o Rei tem um papel preponderante, é um dos mais sagrados de todos os rituais Swazis. Tem lugar em Dezembro ou Janeiro, numa data escolhida pelos astrólogos em conjunto com as fases da Lua e o Sol. O ritual começa com a viagem dos “Bemanti” (o povo da água) ao Oceano Indico para buscar água e no seu regresso para o “Kraal” Real, o pequeno Incwala começa na Lua Nova. Na Lua Cheia, jovens de todas as partes do Reino viajam para recolher os ramos sagrados do arbusto “lusekwane”, uma espécie de acácia. No terceiro dia um boi é sacrificado num ritual pelos jovens, incutindo solidariedade entre eles e um espírito de valor. O quarto dia é o ponto alto do Incwala quando o Rei, com toda a sua roupa cerimonial, se junta aos guerreiros na dança tradicional. Ele então entra num santuário especial e depois de mais uns rituais, come as primeiras frutas da estação. Na aparição do Rei ao povo, eles também comem estas frutas com a benção dos seus antepassados.

Certas partes da cerimónia Incwala não pode ser vista por pessoas de fora e é vital ter uma autorização para tirar fotografias perto do gado real byre.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A Escolha do Rei

esculturas em pedra

O herdeiro ao trono é escolhido de acordo com o estatuto da sua mãe e a Rainha Mãe é escolhida de acordo com a sua importância, pelo Conselho Real após a morte do rei. O Rei é sempre um Dlamini e nunca casa com familiares para que a Rainha Mãe nunca seja uma Dlamini. O Rei tem de ser o único filho e é esperado que escolha esposas dos vários clans para assegurar a união nacional.


A monarquia é dualitária com o equilibrio de poder dependente do Rei – Ngwenyama (ou leão) e da Rainha Mãe , que é a Ndlovukazi (elefante-fêmea).

O Conselho Real tem um papel importante na escolha do herdeiro ao trono. Ele tem de ser solteiro e, se ainda for menor, a Rainha Mãe do rei anterior assume a responsabilidade de regente até o Príncipe Coroado se tornar o Ngwenyama.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

História da Suazilândia

Suazilandia sempre foi uma terra de reis e desde da construção da nação, a linhagem de reis liderou o povo. Durante o século XV e XVI, africanos descendentes de Nguni migraram para sul vindos da Africa Central sob a liderança de Dlamini III e em meados do século XVIII liderados por Negwane III alguns fixaram-se na área hoje conhecida por Shiselwini no sul da Suazilandia. Este povo, o Nkosi Dlamini, ficaram conhecidos por Suazis e, nos dias de hoje, ainda se usam ambos os nomes. Nkozi significa rei e Dlamini é o apelido da família real. A linhagem real dos Dlamini remonta até por volta de 1550.


Durante o reinado do Rei Mbandezi os britânicos desmantelaram o reino Zulu em 1879 e para assegurar a futura independência e para evitar a anexação de terras pela Africa do Sul, ele fez uma série de concessões para pastagens, minagem e comércio. Isto atraiu agentes sem escrúpulos e oportunistas quee ironicamente resultou na perda de independência territorial conforme as concessões foram convertidas em títulos de posse livre na Land Partition de 1907.

Até 1894, o reino foi governado por um governo provisório compreendendo Boers, Britânicos e Suazis. A esse ponto, a Suazilandis tornou-se um protectorado da África do Sul sob o Rei bhunu e quando os Britânicos venceram a batalha Anglo Boer em 1902, esse poder administrou o país como um protectorado até à independência em 1968.

A Rainha Gwamile, que foi regente até Sobhuza II subir ao trono, era uma acérrima defensora dos livros e da educação como fundação para o crescimento da nação e, depois da escola primária, o jovem Sobhuza, o pai do presente rei, frequentou o Lovedale Mission College na Província do Cabo na ‘Africa do Sul. Ele tornou-se o monarca com o reinado mais longo e durante a duração do mesmo, dedicou-se à recuperação das terras perdidas, criando um fundo que permiti-se a sua compra. Este foi um período de estabilidade, rápido crescimento da economia e de desenvolvimento.

Após a morte de Sobhuza em 1982, a rainha Dzeliwe tornou-se regente até o jovem príncipe Makhosetive, voltar para casa vindo de Sherborne School em Inglaterra e, no ano de 1986, com apenas 18 anos, ele foi coroado rei Mswati III. Mswati estabeleceu uma constituição com amendas e lidera uma nação onde as antigas tradições e as culturas andam de mãos dadas com tecnologias modernas, práticas económicas e infraestruturas que atraem investidores de todo o mundo

paisagem mágica

quarta-feira, 21 de julho de 2010

casas tradicionais adaptadas a centros de exposição

Bem-vindos ao Reino da Suazilândia – e a uma Real experiência




Um pequeno país com um grande coração e um povo caloroso descreve com precisão a Suazilândia- um país que é a unica monarquia absoluta em África e que abraça e assegura as suas unicas e antigas tradições. Estas são cuidadosamente protegidas e celebradas com muito orgulho e este é apenas um dos aspectos do Reino que o torna um local muito especial para visitar. A Suazilândia merece muito mais tempo do que apenas uma “visita relâmpago” entre as suas fronteiras durante uma estadia de uma ou duas noites.

O povo suazi são um grupo étnico que compreende vários clans (à semelhança dos escoceses), que são unidos pela a monarquia. Eles são pacificos, amigáveis e simpático e os visitantes podem ter a certeza de ter umas boas-vindas acolhedoras que eles nunca irão esquecer. Bons modos e ter tempo para comprimentar as pessoas correctamente e perguntar sobre o seu bem estar são parte integral do carácter suazi. Se, como turista, aprender algumas frases básicas, será recompensado com sorrisos e um grande respeito. Pode vir a reparar que alguns suazis não olham directamente nos olhos quando falam com alguém. Não fique perturbado: é um sinal de respeito e não de falta de educação.

As várias publicações que irei fazer são uma tentativa de apresentar diversas ideias de como poderá apreciar os muitos aspectos fora de série deste país, que para facilitar será dividido em quatro regiões, cada uma com as suas particularidades.

Espero que apreciem o tempo passado a explorar este Reino tão especial, que dentro da sua pequena área oferece uma riqueza de experiências a aguardar a sua descoberta. Este país tem tanto a oferecer e convida-o a partilhar a sua beleza e rica herança e um povo que tem todo o direito de estar orgulhoso do seu legado único.

As várias reservas naturais espalhadas pela Suazilandia protegem uma vasta variedade de animais, pássaros e flora. Desde os mágnificos “Big Five” (grandes cinco) ao bochechudo javali, ao gentil antilope e répteis, a Suazilandia é a casa de praticamente todos os animais selvagens de África. A quantidade de aves não é igualável existindo centenas de espécies, enquanto que a diversidade de árvores e flora indígena irá fascinar qualquer amante da natureza.

As opções disponíveis nas reservas naturais incluem visita utilizando a própria viatura, por vezes com um guia obrigatório, visitas nos veículos 4x4 da própria reserva e cavalos guiados, bicicleta de montanha, caminhos pedestres, tudo isto sempre com a ecologia e preservação em mente.

Com a excepção do deserto e do mar, todas as características geográficas de África são encontradas na Suazilandia. Magnificos cenários de montanhas com rios, quedas de água e grutas, formações rochosas únicas que estão entre as mais antigas do mundo; Vales luxuosos e férteis com a tipica savana africana adicional. Tudo isto faz parte da beleza unica da Suazilandia.

Por todo o país, homens e mulheres estão ocupados a criar as melhores peças de artesanato que são tão populares entre os visitantes. Escolha entre um cesto utilitário e criativo em belas cores, madeira e pedra esculpidas, peças em vidro, excelentes velas, batiks, joalharia e muito mais. O artesanato exclusivo vai assegurar memórias duradoras da vossa visita à Suazilandia enquanto fornece belos artigos decorativos para a sua casa que serão de certeza tema de conversa.

A acomodação disponível é tão diversa como o cenário espectacular. Tem savana, cabanas tradicionais e luxuosos lodges nas reservas naturais; B&B acolhedores e casas de hóspedes nas cidades e vilas, hotéis e lodges de boa qualidade a preços acessíveis além de acampamentos para amantes da natureza. E para aqueles que querem o melhor do melhor existe o luxuoso Royal Swazi Sun e Royal Villas no Ezulwini Valley e o Orion Hotel perto de Piggs Peak com todas as comodidades que queira.

Tanto num país tão pequeno!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Brackenhill Lodge in Swaziland, Swaziland | View Pictures of our Property

Brackenhill Lodge in Swaziland, Swaziland View Pictures of our Property
Hoje vou falar de um reino chamado Suazilandia. Um país com belas paisagens verdejantes e um povo muito acolhedor. Apelidado de Suíça africana faz jus à comparação. Tem excelentes infraestruturas, estradas em boas condições, pouco trânsito o que não corresponde à imagem que a maioria das pessoas tem dos países africanos. É um país que vale a pena visitar se quiser umas férias relaxantes em familia, com excelente comida e instalações hoteleiras fora de série. Também oferece escalada, exploração de grutas, campismo em reservas aos amantes de tirismo ao ar livre. Para os apaixonados por artesanato oferece uma vasta gama desde peças esculpidas em madeira e pedra, tecelagem manual e bordados, trabalhos em missangas e prata. Em breve irei disponibilisar fotos para verem do que estou a falar...
Nota: a foto apresentada foi retirada do site www.sntc.org.sz que recomendo a visitar.